Xô, freguesia: Brasil encara França para afastar fantasmas do profissional e… do Mundial Sub-17 – Educadora
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Xô, freguesia: Brasil encara França para afastar fantasmas do profissional e… do Mundial Sub-17

Seleção brasileira tem eliminações traumáticas para franceses nas Copas e nunca venceu equipe em dois duelos por torneio da categoria. Semifinal envolve os times de melhor campanha

Em 1986, Platini foi o carrasco do Brasil na Copa do Mundo. Em 1998, Zidane foi o cara na final contra a Seleção. Em 2006, Henry deu toque de primeira para despachar o quarteto mágico da Alemanha. Em 2019, Amandine Henry eliminou o Brasil nas prorrogações na Copa do Mundo Feminina. Em 2001, Sinama Pongolle foi o responsável por tal tarefa no… Mundial Sub-17. São vários fantasmas. Mas a seleção brasileira sub-17 não liga para o histórico.

Na outa semifinal, Holanda e México decidem uma das vagas na decisão. Os dois se enfrentam também nesta quinta, no Bezerrão, mas entram em campo mais cedo: às 16h30.

O Brasil não encara só a melhor equipe do atual Mundial Sub-17 em sua casa. Enfrenta um de seus maiores pesadelos em Copas. Em qualquer categoria. Brasileiros e franceses se enfrentaram 10 vezes em Mundiais organizados pela Fifa, tanto no masculino, quanto no feminino, seja na base ou profissional. A seleção canarinha tem apenas três vitórias. Perdeu quatro e empatou três, incluindo a eliminação em 1986.

Confira os confrontos entre Brasil e França em Copas (por todas as categorias):
Brasil 0 x 1 França (Copa do Mundo 2006, Quartas de final)
Brasil 0 x 3 França (Copa do Mundo 1998, Final)
Brasil 1 (3) x (4) 1 França (Copa do Mundo 1986, Quartas de final)
Brasil 5 x 2 França (Copa do Mundo 1958, Semifinal)
Brasil 1 x 2 França (Copa do Mundo Feminina 2019, Oitavas de final)
Brasil 1 x 1 França (Copa do Mundo Feminina 2003, Fase de grupos)
Brasil 3 x 0 França (Mundial Sub-20 1997, Fase de grupos)
Brasil 0 x 0 França (Mundial Sub-17 1987, Fase de grupos)
Brasil 1 x 2 França (Mundial Sub-17 2001, Quartas de final)
Brasil 4 x 0 França (Mundial Sub-19 Feminino 2002, Fase de grupos)

No Mundial Sub-17, foram duas partidas. Com Paulo Nunes, o Brasil empatou por 0 a 0 na fase de grupos de 1987, quando o torneio ainda era sub-16. Com o goleiro Felipe, ex-Flamengo e Corinthians, e o volante Marcelo Mattos, a seleção perdeu por 2 a 1 nas quartas de final de 2001, quando os europeus conquistaram seu único título na categoria.

Daquela equipe francesa, o atacante Sinama Pongolle, ex-Liverpool, foi quem mais se destacou no profissional. Ele fez um dos gols do triunfo sobre os brasileiros. Anthony Le Tallec fez o outro, e o meia Alberoni fez o único gol brasileiro. Dados e histórico que não pesam contra o Brasil. É o que garante o atacante Peglow, um dos artilheiros do atual time sub-17, com três gols no Mundial.

“São esportes diferentes, categorias diferentes. A gente vai procurar fazer grande jogo. Vai ser um grande espetáculo. São seleções fortes. Mas a gente vai buscar vitória a todo o momento”, garantiu o camisa 10 brasileiro.

Final antecipada? Melhores campanhas estarão em campo

As duas únicas equipes com 100% de aproveitamento se encontrarão no Bezerrão, às 20h. Brasil e França venceram os cinco jogos que fizeram. Os franceses chegam à frente: têm 17 gols e dois gols tomados, contra 14 gols feitos e três levados pelos brasileiros. Estão entre os que mais finalizam e são as duas seleções que mais acertam o gol.

Líderes em finalizações no Mundial Sub-17
Itália: 99
Brasil: 98
Nigéria: 98
França: 97
México: 81

Líderes em finalizações ao gol no Mundial Sub-17
França: 44
Brasil: 41
Espanha: 32
Nigéria: 32
Paraguai e Holanda: 31

Os dados animam os dois lados. O técnico da França, Jean-Claude Giuntini não hesita em dizer que espera uma partida de muitos gols. E reforça o discurso de respeito contra os donos da casa.

– O Brasil também fez muitos gols no torneio. O Brasil com certeza é equipe forte. Equipe que fez muitos gols. Eles brilham não só como grupo, mas têm talento individual forte. Acho que o foco não é o estilo do jogo. Mas a eficácia. Queremos jogar o melhor futebol possível. Às vezes conseguimos, às vezes não. Espero que tenhamos muitos gols na partida, mas cada jogo é um jogo e sabemos que o Brasil vai começar forte – comentou o francês.

Do lado brasileiro, o técnico Guilherme Dalla Déa admitiu que poderia mudar a postura logo depois da vitória contra a Itália. Assumiu que dar a bola para a França e tentar os contra-ataques poderia ser uma estratégia. Na véspera da semifinal, reforçou que não quer deixar a agressividade. Mas com sabedoria.

– Acho que o jogo vai ser jogo de extrema inteligência. Jogo que tem que estar atento desde o primeiro momento, com nível de concentração muito alto. Não vamos mudar nossa característica, mas esse jogo mexe com ânimos, anseios. Nossos atletas estão preparados. Eles têm que saber usufruir desse momento. É um jogo de paciência, de cautela, mas não pode deixar de ser um time ofensivo.

Como vão os times
Em campo, a França tem mais problemas que o Brasil. A seleção europeia não terá um de seus dois principais jogadores, o volante Lucien Agoume. O jogador, que atua na Inter de Milão e é comparado a Pogba, recebeu o segundo cartão amarelo e está suspenso.

Taïbi deve ser seu substituto. Dentre os titulares, o camisa 10 Adil Aouchiche, que já estreou no time profissional do PSG, é o destaque. Tem seis assistências e um gol no Mundial Sub-17.

O Brasil terá uma mudança em relação ao time que venceu a Itália nas quartas de final. O volante Diego Rosa volta a ficar à disposição depois de cumprir suspensão e entra na vaga de Talles Costa. O restante da equipe será a mesma que eliminou os italianos.

Ficha técnica: Brasil x França
Local: Bezerrão, Gama-DF
Data: 14/11/2019
Horário: 20h (de Brasília)

BRASIL: Donelli; Yan, Henri, Luan Patrick e Patryck; Daniel Cabral, Diego Rosa e Pedro Lucas; Veron, Kaio Jorge e Peglow
Técnico: Guilherme Dalla Déa

Reservas do Brasil: Marcelo, Cristian, Gustavo Garcia, Gabriel Noga, Renan, Talles Costa, Sandry, Matheus Araújo e Lázaro
Pendurados: Cartões são zerados na semifinal
Desfalques: Talles Magno (lesionado, não joga mais o Mundial)

FRANÇA: Zinga; Soppy, Matsima, Kouassi e Pembélé; Taïbi, Ahamada; Lihadji, Aouchiche e Mbuku; Rutter
Técnico: Jean-Claude Giuntini

Arbitragem: Ivan Barton (El Salvador), auxiliado por David Moran (El Salvador) e Zachari Zeegelaar (Suriname)

fonte: globo.com

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